| Empresário Jorge Gerdau lembra que é preciso planejar |
| Qua, 07 de Abril de 2010 17:44 |
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* Jorge Gerdau Johannpeter
Acompra da casa própria ou de um automóvel, a realização de um curso universitário ou qualquer outra decisão relevante na vida da maioria das pessoas é tomada após a definição de um planejamento, muitas vezes, de médio ou longo prazo. É a partir desse planejamento que conseguimos traçar planos consistentes, honrar os compromissos assumidos e atingir nossos objetivos, o que gera uma melhor qualidade de vida para nossas famÃlias. Esse raciocÃnio, de planejar a longo prazo, porém, não faz parte das polÃticas públicas brasileiras. O resultado dessa ausência de planejamento é impressionante. O paÃs cresceu, em média, apenas 2,5% por ano ao longo das duas últimas décadas, enquanto a China apresentou uma taxa anual de 9%, fortemente influenciada por um planejamento estruturado.
A exceção à regra, no caso do Brasil, abrange os últimos cinco anos, perÃodo de grande prosperidade econômica mundial no qual praticamente todos os paÃses vivenciaram nÃveis mais elevados de expansão do PIB, em razão de uma bolha financeira que gerou nÃveis de consumo artificiais. O Brasil, nesse perÃodo, alcançou um elevado patamar de reservas financeiras, impulsionado pelo aumento do preço das commodities. Além disso, graças a sua ortodoxia na polÃtica econômica e a medidas de estÃmulo ao consumo interno, o paÃs conseguiu superar a crise financeira, na medida do possÃvel, de forma mais rápida em relação à Europa e aos Estados Unidos. Entretanto, não há como abrir espaço no mercado de trabalho para as novas gerações se os governos continuarem seguindo uma visão imediatista, com prazos de três a quatro anos. O legado que todos nós deixaremos é o patamar de desenvolvimento econômico alcançado. Logo, não podemos perder a chance de incluirmos no debate eleitoral a necessidade de um planejamento de médio e longo prazo. E isso não vale somente para a área econômica e financeira, mas também para áreas sociais como, por exemplo, a educação. Por que empresas como a Petrobras estabelecem metas e polÃticas claras para os próximos 20 anos, enquanto os governos orientam suas decisões sob uma visão de curto prazo? Será, prezado leitor, que as polÃticas de longo prazo dessas empresas são mais importantes que as do próprio paÃs? Tenho certeza de que não. Há, entretanto, poucos e bons exemplos, como é o caso da Agenda 2020, coordenada pela Polo RS, que organiza propostas concretas de interesse da sociedade gaúcha. Esse movimento reuniu mais de 800 pessoas de distintos segmentos da sociedade, para discutirem sobre o que sonham para o Rio Grande do Sul. Precisamos ser visionários e não ter medo de sonhar com o futuro que queremos. Mas também é necessário ter disciplina, para transformar o sonho em realidade, e contar com a mobilização da sociedade. A disciplina, por exemplo, é fundamental para definir e acompanhar metas claras, assim como para utilizar, de forma contÃnua, modernas técnicas de gestão, buscando reduzir custos, aumentar a eficiência dos serviços públicos e melhorar a sua governança. Some-se a isso a necessidade de mobilizar as lideranças empresariais, sindicais e acadêmicas, juntamente com as melhores cabeças na administração pública, para que apliquem sua competência técnica em prol de um futuro melhor para todos, de forma a construir uma visão estratégica de longo prazo, deixando de lado ambições pessoais e de poder. * Jorge Gerdau Johannpeter é presidente do Conselho de Administração da Gerdau e presidente do Conselho Superior do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade *Fonte: Zero Hora Enfato Comunicação Empresarial * O conteúdo deste texto é de inteira responsabilidade da fonte citada, a quem corresponde a origem das informações citadas nesta matéria.
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